domingo, 25 de maio de 2008

Ferguson abre guerra ao Real Madrid por causa de Cristiano Ronaldo

O treinador do Manchester United, Alex Ferguson, está pelos cabelos com a imprensa madrilena, sobretudo com o diário desportivo “Marca”, que acusa de “estar ao serviço” de Ramón Calderón, presidente do Real Madrid. No meio do vendaval de acusações e críticas do treinador escocês está, claro, o internacional português Cristiano Ronaldo, que os merengues pretendem contratar. A imprensa madrilena vem pressionando, nas últimas semanas quer o clube de Manchester quer o jogador, massacrando-os em todas as edições, aproveitando todos os motivos para falar do assunto, dando como praticamente certa a contratação num dia, dando-a como impossível noutro. Na edição de hoje, por exemplo, aquele jornal publica uma fotografia do jogador ao pé de um carro de marca alemã, em Espanha, ao que parece, e vê no facto mais um sinal de que Cristiano Ronaldo pode mesmo estar próximo do Real Madrid.Por tudo isto, Ferguson, respondeu ontem, a falar para a imprensa britânica, com fogo cerrado. É o próprio jornal espanhol a dar hoje a notícia, reconhecendo que o caso pode “desembocar numa guerra aberta entre os dois clubes”. O técnico escocês acusa o Real Madrid de “falta de moral” e o seu presidente de “utilizar a ‘Marca’ para desestabilizar” os seus jogadores. Depois de garantir que o passe do futebolista português não está à venda, atira-se como gato a bofe ao clube de Madrid. “Pensam que podem passar por cima de todo o mundo, mas não o farão connosco. O Real Madrid não tem qualidade moral em absoluto, em termos de grande clube, o Barcelona tem mais qualidade moral como o Real Madrid nunca terá”, afirmou Ferguson, que não deixou de referir que o Real Madrid não é o único a pretender Cristiano Ronaldo. “Pensais que não nos chegaram propostas de outros clubes pelos nossos jogadores? o Real Madrid não é o único interessado em Ronaldo, mas os outros não o dizem, não entram nestes disparates”, reforçou Ferguson, continuando: “O facto é que Cristiano tem outros quatro anos de contrato” e, portanto, “não sai para lado nenhum”. Referindo-se a outros jogadores do seu clube que saíram para o Real Madrid, como Beckham, Nistelrooy e Heinze, Ferguson lembrou que partiram porque o seu clube assim quis.

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